“Não, por favor, não”, disse Chauncy, com a voz embargada. “Eu não levei nada. Você pode verificar, pode perguntar – havia pessoas do lado de fora -” Mas o gerente já estava discando. “Tenho um garoto aqui com itens não pagos”, disse ele, virando-se ligeiramente para o outro lado. “Sim, parece que está furtando.”
A palavra atingiu como um soco. Roubo de loja. As pessoas estavam definitivamente observando agora. Não estavam mais fingindo. O peito de Chauncy se apertou. “Se você ligar para eles… Eu… minha mãe está em casa”, disse ele, as palavras saindo aos tropeços. “Ela está doente, eu preciso voltar, não estava tentando agradar…” Suas mãos começaram a tremer.
Seus joelhos estavam fracos. Tudo estava escorregando. “Ou”, disse uma voz calma e firme, “poderíamos verificar as câmeras primeiro” Os dois se viraram. Um homem estava parado a alguns metros de distância.
Casual. Sem se incomodar. Como se ele estivesse observando o tempo todo.