“Eu só estava… olhando”, disse Chauncy finalmente. As palavras saíram erradas. Muito rápidas. Muito inseguras. Nem mesmo ele acreditou nelas. A expressão do gerente não mudou. “Procurando o quê?” A garganta de Chauncy se apertou. Ele podia sentir as pessoas o observando agora. Não abertamente, mas o suficiente. Uma olhada aqui. Uma pausa ali. Muitos olhos. “Eu estava apenas vendo se alguém precisava de ajuda”, disse ele, corrigindo a si mesmo. “Carregando mantimentos. Às vezes faço isso lá fora.”
O gerente se aproximou um pouco mais. Não foi agressivo. Mas perto o suficiente. “Eu vi você”, disse ele. “Deixou cair alguma coisa.” O estômago de Chauncy se contraiu. “E a pegou bem rápido.” As palavras caíram pesadas. “E o que tem em seus bolsos?” Agora a pergunta bateu mais forte. Não apenas suspeita. Evidência. A mão de Chauncy se moveu levemente por instinto – tarde demais para impedi-lo.
O gerente notou. É claro que ele notou. “Vá em frente”, disse ele. “Tire-o.”